Posso entrar?
Não.
Por que não?
Não quero, não posso.
Não quer ou não pode?
Não posso.
Nem só um pouco?
Não sei se devo.
Só tem a ganhar.
Só tenho a lascar.
Se te lascas, lasco junto.
Mentiroso.
Mentir é bom.
Tá mentindo?
Tô sim.
Já esperava.
Já esperou demais.
É verdade.
Então?
Mas só um pouco?
Nem vai sentir!
Não?
Vai.
Mentindo de novo.
Fecha os olhos.
Tenho medo.
Não precisa.
Tão fechados.
E ficou.
O passageiro ficou.
O temporário ficou.
Ficou marcado, impregnado.
E gos(t)ou.
Amou. Passou. Amou.
Ficou.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
no fundo dos olhos
No fundo dos olhos aquele vazio colosal
preenchido por uma vida consumida e recalcada
repleta de virtudes, vaidades e moral
que não permite enxergar a verdade mascarada.
A integridade de nosso caráter ganha "valor"
se torna a mercadoria que trocamos dia a dia
seja a força, as ideias, o tempo ou o amor,
que no final das contas se tornará a mais valia
E o que fazia sentido se perdeu novamente
foi substituído por outra virtude, outro produto.
Na sociedade de imagem o ausente está presente
O que não pode ser é ao tempo inteiro, tudo.
E é aí que a vida se exaure e vai embora
Somos usados a vida inteira e depois jogados fora
preenchido por uma vida consumida e recalcada
repleta de virtudes, vaidades e moral
que não permite enxergar a verdade mascarada.
A integridade de nosso caráter ganha "valor"
se torna a mercadoria que trocamos dia a dia
seja a força, as ideias, o tempo ou o amor,
que no final das contas se tornará a mais valia
E o que fazia sentido se perdeu novamente
foi substituído por outra virtude, outro produto.
Na sociedade de imagem o ausente está presente
O que não pode ser é ao tempo inteiro, tudo.
E é aí que a vida se exaure e vai embora
Somos usados a vida inteira e depois jogados fora
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