quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

no fundo dos olhos

No fundo dos olhos aquele vazio colosal
preenchido por uma vida consumida e recalcada
repleta de virtudes, vaidades e moral
que não permite enxergar a verdade mascarada.

A integridade de nosso caráter ganha "valor"
se torna a mercadoria que trocamos dia a dia
seja a força, as ideias, o tempo ou o amor,
que no final das contas se tornará a mais valia

E o que fazia sentido se perdeu novamente
foi substituído por outra virtude, outro produto.
Na sociedade de imagem o ausente está presente

O que não pode ser é ao tempo inteiro, tudo.
E é aí que a vida se exaure e vai embora
Somos usados a vida inteira e depois jogados fora

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