Seco lágrimas com receio que o meu próprio eu as veja. Ninguém por perto, mas tanta gente. Tanta gente em minha mente. Mente confusa essa minha, como se nada fizesse sentido, como se o mundo não fosse meu lugar e como se a vida não me pertencesse. Vivo em busca de um porquê, de um motivo. Mas pra que? O que eu quero é me perder em pensamentos, em confusões. Quero me perder no não saber o que saber. Quero sentir as emoções a mil e vive-las todas. Quero o artificial, pois assim posso acrescentar a essência que desejar. Ah, mas também quero o natural, esse senhor novidade que insiste em surpreender e me ganha com suas sutilezas grotescas. Eu quero a vida, com todas suas curvas e derrapadas, com todas as bifurcações e caminhos tortuosos que me levam a mais louca aventura de não saber o que vai acontecer e ao mais louco desejo de continuar não sabendo.
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